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domingo, 28 de janeiro de 2018

O trabalho da vinha

Domingo da Septuagésima: O trabalho da vinha

   Cerca da terceira hora, saiu ainda e viu alguns que estavam na praça sem fazer nada. Disse-lhes Ele: Ide também vós para vinha e vos darei o justo salário (Mt 20, 3).


   Nestas palavras, podemos notar quatro coisas:

   1. A bondade do Senhor, que saiu, isto é, a fim de salvar seu povo. Pois que Cristo tenha saído para conduzir os homens para a vinha da justiça foi deveras um ato de infinita bondade.

   De Nosso Senhor é dito que saíra cinco vezes. Ele saiu no princípio do mundo, como semeador, a semear suas criaturas — Saiu o semeador a semear a sua semente (Lc 8, 5). Depois, em sua atividade, para iluminar o mundo — até que sua justiça brilhe como a aurora (Is 62, 1). Em sua Paixão, para salvar os seus do poder do demônio e de todos os males — De repente minha justiça chegará, minha salvação vai aparecer (Is 51, 5).

   Ele sai como o pai de família, cuidando de seus filhos e de seus bens — O Reino dos céus é semelhante a um pai de família que saiu ao romper da manhã, a fim de contratar operários para sua vinha (Mt 20,1). Por fim, ele saiu para o julgamento, e de três formas: para fazer rigoroso inquérito contra os perversos, como um supervisor; para abater os rebeldes, como um poderoso lutador; e, como um juiz, para punir, conforme seus merecimentos, os criminosos e malfeitores.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Verdades de fé e sua compreensão pela razão humana

   "Aqueles que aceitam pela fé as verdades que estão fora da experiência humana não creem levianamente, como aqueles que, segundo São Pedro, seguem fábulas engenhosas  (2 Pd 1, 16).
   A própria sabedoria divina, ela mesma -- que conhece tudo perfeitamente -- dignou-se revelar aos homens os seus segredos, mostrando-lhes a sua presença, a verdade da sua doutrina, e inspirando-os com testemunhos condizentes."

 Santo Tomás de Aquino (SCG., I, VI, 1-2).

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Não vos iludais; de Deus não se zomba!

O naufrágio do Titanic (onde o projetista disse que nem Deus poderia afundá-lo) por Willy Stöwer.

   Observo como o ímpio é cego quando faz suas escolhas, cego pois estas sempre lhe faz "cair no buraco", já que o mundo que ele tanto ama, diz que aquele acontecimento que trouxe-lhe prejuízo financeiro — queda no buraco — foi ruim para ele. Entretanto, enganam-se porque o maior prejuízo do ímpio é aquele deixado na alma, manchas indeléveis pelo pecado de suas escolhas. Isso sim é ruim.

   Ora, como pode uma escolha ser boa em si mesma se, esta trás prejuízo — não só financeiro, como espiritual — para o ímpio que fez tal escolha? Assim é a vida do ateu, quando faz a escolha de viver neste mundo afastado da proteção Divina, recusando-a quando passa o dia praguejando.
"Nearer, My God, To Thee" (Mais perto de ti, meu Deus).

   Analise comigo a escolha e o exemplo dado por Thomas Andrews, engenheiro naval que, junto de Alexander Carlisle, teria (provavelmente) dito: "Nem Deus afunda esse navio!". Tsc, tsc, tsc... Escolha errônea!
   Qual não foi sua surpresa quando, O Criador das coisas visíveis e invisíveis, envia-lhes um grande iceberg para acabar com sua arrogância. Digo que Deus agiu assim pois, Jesus disse: "Até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados" (São Lucas 12, 7), ou seja, Ele sempre sabe de tudo. Deus sabia das palavras de Alexander Carlisle. O Criador não deixa de castigar os maus e abençoar os bons. Como seria diferente para àqueles (Thomas Andrews e Alexander Carlisle) que, pronunciaram palavras torpes contra Aquele que é onisciente e onipotente?
   Mas Deus é mau assim?! Perguntarão alguns que não conhecem a Deus. Não, O Senhor não é mau, mas permite que a liberdade do homem seja exercida plenamente, com total livre-arbítrio. Porém, para cada escolha que fazemos, vem com elas as consequências. Se um ímpio escolhe rejeitar O Filho de Deus, como poderá ficar impune, já que tal benevolência foi infinita por esse Deus, o Pai? Qual Pai ficaria satisfeito com aquele que rejeitou uma morte tão dolorida de um filho tão amado por Ele? Nenhum!

   E, se as consequências dessas escolhas (cegas e arrogantes) não vem nesta vida, virá na próxima — não há escapatória —, simples assim.

   Então, não seria melhor receber essas consequências (causadas pela escolhas erradas) agora, já em vida, sendo que essas consequências trás consigo absolvição dos pecados cometidos? Como pode Deus ser mau, se Ele não quer a condenação de nenhum homem? Por isso, faz com que o homem pague ainda vivo, já que Ele sabe que após a morte do homem — na eternidade —, existe o Inferno, lugar criado por Satanás para aprisionar o homem condenado.